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FENEIS

Da Feneida à FENEIS: quando os surdos assumiram o protagonismo

Antes da FENEIS existia a Federação Nacional de Educação e Integração dos Deficientes Auditivos, Feneida, organização conduzida principalmente por ouvintes e marcada por uma perspectiva fortemente oralista.

Em 1987, lideranças surdas decidiram disputar a direção da própria instituição. Antônio Campos de Abreu, Ana Regina Campello e Fernando de Miranda Valverde, todos surdos, se candidataram juntos à diretoria. Associações de surdos de diferentes partes do país se mobilizaram para a votação.

A vitória representou uma mudança muito maior do que uma troca de dirigentes. A Feneida transformou-se na Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos, FENEIS. A própria mudança de “Deficientes Auditivos” para “Surdos” simbolizava uma alteração profunda de perspectiva: a comunidade passava a reivindicar representação a partir de sua língua, cultura e identidade.

O papel da FENEIS na luta pela Libras

Sob a liderança de Antônio, a FENEIS atuou na produção de materiais, na formação de instrutores, na articulação institucional e na mobilização nacional que levou ao reconhecimento legal da Libras pela Lei nº 10.436/2002 e, posteriormente, à sua regulamentação pelo Decreto nº 5.626/2005.

Participantes do I Encontro de Diretoria das Associações de Surdos do Nordeste, realizado pela FENEIS em Pernambuco.
I Encontro de Diretoria das Associações de Surdos do Nordeste, FENEIS/PE. Acervo Antônio Campos de Abreu.

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A FENEIS é uma entidade filantrópica e depende também de apoio e doações para ampliar seu trabalho na defesa dos direitos linguísticos, educacionais, sociais e políticos das pessoas surdas.